segunda-feira, 14 de julho de 2014

COMPETÊNCIA EMOCIONAL

Quando nossas emoções não estão alinhadas os resultados são destrutivos.  A forma como lidamos com rotinas carregadas de pressão, prazos e desafios que se renovam constantemente exerce uma forte influência sobre isso.  Dar espaço ao desânimo diante das dificuldades ou fazer opção por posturas inflexíveis garantem o resultado de frustração e derrota.  Quanto maiores as exigências e pressões do mundo corporativo, mais o Equilíbrio se apresenta como palavra de ordem e recurso de saúde e superação. 

Segundo Rogério Calusa, estudos sobre o tema indicam que, a inteligência emocional, muito mais do que aquela medida pelo QI,  é a responsável pelas melhores decisões, por organizações mais dinâmicas e por um estilo de vida mais saudável e bem sucedido.

Diariamente somos assaltados por uma gama enorme de emoções, positivas e negativas e a forma como lidamos com cada uma delas irá definir nossa qualidade de vida profissional e pessoal.  A tentativa de separar nossas emoções de nosso intelectualidade já se mostrou incapaz de gerar bons resultados vez que ambas as dimensões precisam conviver em harmonia.
 
Nossas emoções constantemente nos fornecem informações importantes que deverão ser interpretadas e avaliadas de maneira adequada para que produzam comportamentos próprios para cada situação enfrentada. Nesse sentido, torna-se muito importante ser capaz de perceber as emoções das demais pessoas, de que forma nos afetam, além disso, de como poderemos empaticamente afetar outras pessoas no exercício de nossas funções de liderança.
 
Assim, a competência emocional se traduz na soma de conhecimentos e habilidades que permitem a uma pessoa lidar com as próprias emoções e com as dos outros, bem como identificar de que forma e em que momento expressar as emoções, ampliando suas possibilidade de comunicação,  tornando-a capaz de desenvolver o seu poder pessoal e determinar a sua qualidade de vida, manter posicionamentos com equilíbrio, estabelecer uma comunicação com outras pessoas de forma ética e eficaz, ocupar seu espaço ao invés de omitir-se, expressar reconhecimento, gratidão, aceitação, ser assertivo no falar, dizendo a verdade com base em fatos e não em suposições, preservando a autenticidade e a criatividade, mantendo o foco em seus sonhos e objetivos.
 
A última copa do mundo deixou muito claro que precisamos desenvolver e aprimorar nossa competência emocional,  pois mais importante do que sentir as emoções é saber o que fazer com elas diante dos contextos e dos relacionamentos nas várias áreas de nossas vidas.  A boa notícia é que  nem tudo está perdido, pois recentes pesquisas evidenciam a possibilidade de desenvolver competência emocional praticamente em qualquer idade, compensando as deficiências de nossa formação emocional.
 
A Inteligência Emocional pressupõe  o domínio e aquisição das competências abaixo indicadas:
•  Autoconsciência: conhecer as próprias emoções é um exercício que deve ser continuamente praticado; identificar o que sente; considerar suas emoções quando em momentos de decisões, ter confiança e avaliar suas habilidades de maneira realista.
•  Autogerenciamento: gerenciar as próprias emoções; saber a hora de esperar ou de agir, pensar antes de agir; ter resiliência para se refazer de frustrações emocionais; ser capaz de aguardar benefícios para atingir os seus objetivos.
•  Motivação: capacidade de se auto motivar e motivar os outros; ter persistência e paixão por seus objetivos e projetos .
•  Empatia: conhecer as emoções e colocar-se no lugar do outro.
•  Habilidades Sociais: saber lidar com as emoções dos outros, interpretando com objetividade e de forma saudável as interações e relacionamentos.
Precisamos estar conscientes de quão importante é o nosso estado emocional, pois quando a auto confiança é duvidosa e o autocontrole não funciona, os resultados poderão ser desastrosos.  Precisamos ter em mente o quanto fatores externos podem influenciar nossos atos, para que possamos impedir que os insucessos importem em melancolia e derrota duradouras, prejudicando nossa vida pessoal e a corporativa.

Nunca estaremos livres dos riscos de fracassar, mas adotar padrões de comportamento emocional negativos pode ser fatal no desenvolvimento pessoal e irrecuperável no ponto de vista corporativo.

Então, é hora de virar a página, deixar os insucessos para trás e reescrever nossos padrões mentais para que possamos adicionar um capítulo novo em nossa história em busca da felicidade e do equilíbrio,  agora baseada em novas competências emocionais.
 
Abraços e até a próxima!
 
 
 
 

quarta-feira, 2 de julho de 2014

SETE PASSOS PARA A LIDERANÇA TRANSFORMADORA

O exercício de funções de liderança cada vez mais impõe o autoconhecimento e constante aprimoramento de conhecimentos, habilidades e competências para engajar as pessoas e levá-las à excelência no exercício de suas atividades dentro da equipe.
 
Para obter resultados eficientes e criar um ambiente de confiança e colaboração, as lideranças precisarão compreender de que forma seus estilos de gestão interferem no desempenho das equipes e, consequentemente, nos resultados das instituições/ organizações.
 
Com o objetivo de subsidiar esta postura assertiva, comprometida com o desenvolvimento e a superação, passaremos a refletir sobre sete passos essenciais à liderança transformadora:
 
1º) ESTEJA PRÓXIMO
Seja claro e assertivo.  Mantenha-se sempre à disposição dos membros da sua equipe.  Ainda que esteja envolvido com inúmeras obrigações e prazos, tenha sempre tempo disponível para ouvir seus parceiros.  Não se coloque em uma redoma, mas permaneça disponível e acessível.
 
2º) COMPREENDA E DESFRUTE DO PODER DO RECONHECIMENTO
Esse tema já foi objeto de postagem anterior aqui no Blog (veja http://criatividadeegestao.blogspot.com.br/2014/03/quatro-reflexoes-para-mudanca-segundo.html) e retorna agora em função de sua importância.  Desde a hora de seu nascimento o ser humano procura o reconhecimento e conforme a Teoria das Necessidades Humanas de Abraham Maslow, dentro de cada um de nós existe a necessidade de sabermos que, de alguma forma, fazemos a diferença para alguém. Isso significa que o reconhecimento é tão necessário para o crescimento e o bem-estar de uma pessoa quanto o alimento e a moradia.   Nesse sentido, as lideranças precisam compreender e utilizar os recursos do ELOGIO/REFORÇOPOSITIVO, assim como a CRÍTICA CONSTRUTIVA, sempre de forma atrelada aos objetivos institucionais.  Valorizar os membros da equipe, reconhecendo a contribuição de cada um de acordo com suas habilidades criam um ambiente de motivação e comprometimento cada vez maiores. 
 
 
3º) DÊ O EXEMPLO
Atualmente, um líder não pode ser apenas alguém potencialmente capaz de motivar pessoas, mas precisa ser também um exemplo a seguir nas mais diversas áreas. Liderar pelo exemplo exige que o líder possua uma postura confiável e inspiradora, através da qual seus seguidores  irão se inspirar para continuar na busca pela consecução dos resultados almejados. Requer coerência entre o falar e o agir, sensibilidade e tolerância.

Tanto na vida profissional quanto na vida pessoal, as lideranças são colocadas à prova e precisam adotar um postura inspiradora e confiável sob pena de transparecer despreparo, fragilidade ou insegurança.  Assim, os líderes devem dar sempre exemplo para todos com quem se relacionam, pois a eficácia de seus modelos de gestão dependem da sua capacidade de ser referência para a equipe, motivando e inspirando pessoas a se superarem positivamente.
 
4º) DEMONSTRE SENTIMENTOS/FESTEJE AS CONQUISTAS
Envolva-se com sua equipe.  Preocupe-se verdadeiramente com o que sentem e pensam.  Avalie o nível de felicidade e motivação de cada um.  Conheça seus valores e respeite a diversidade de pensar e de agir existente entre seus parceiros.  Valorize as conquistas, ainda que tímidas porque o hábito de comemorar significa dividir os louros com todos aqueles que contribuíram para os resultados e isso gera mais motivação e comprometimento.  Mesmo nas ocasiões em que as metas não forem atingidas, busque entender os porquês e utilize-os como mola propulsora de novos resultados positivos e não como derrota.
 
5º) SEJA GENEROSO/OFEREÇA INCENTIVOS
De alguma forma as pessoas precisam se sentir recompensadas pelo empenho e comprometimento, então, as lideranças precisam praticar generosidade.  Se não dispõem de incentivos institucionalmente definidos, utilizem a criatividade e criem seus próprios, como por exemplo, flexibilidade de horário, mais autonomia e visibilidade dentro da equipe.
 
6º) OUÇA SUA EQUIPE
Como líderes, às vezes estamos tão envolvidos com atingimento de metas e a gestão estratégica da unidade, orientando as pessoas e falando que nos esquecemos de que tão necessário quanto é ter tempo para ouvir. Aqueles que executam diretamente as tarefas diárias são os mesmos que precisamos ouvir constantemente pois conhecem a verdade dos nossos modelos de gestão.
Como líderes precisamos entender que não sabemos tudo e, em alguma medida, o conhecimento daqueles que estão executando as atividades diretamente devem ser ouvidos atentamente.  Esse feedback é precioso.  Devemos investir tempo ouvindo nossas equipes diariamente.

7º) OCUPE SEU LUGAR. Com integridade e respeito por sua equipe, comprometa-se com seu auto desenvolvimento permanente.  Estude, pesquise, leia, pratique benchmarking, supere-se a cada dia.  Os membros da sua equipe precisam saber que há alguém muito competente no comando.
 
Encerrando esta postagem,  desejo que tenha contribuído para criar novos paradigmas e vontade de fazer a diferença. Estarei aqui na torcida para que seus sete passos resultem em transformação e superação na sua equipe.
Abraços e até a próxima!
 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

JESUS: O MAIOR LEGADO DE ADMINISTRAÇÃO E LIDERANÇA


"Seu projeto teve tanto sucesso que, passados dois mil anos, continua funcionando e se reciclando. O profissional que deseja ser líder tem uma grande oportunidade de aprender com essa história milenar.

Por Sebastião Luiz

 
Sermão da Montanha, por Carl Bloch, século XIX 

Hoje muito se fala na gestão por liderança como algo inovador. A mudança de conceito em relação ao famigerado chefe, autoritário e indisponível, é o novo insight da administração. Mas essa forma de gerenciamento, embora muito eficiente, não tem nada de novo.

Há mais de dois mil anos um homem deu aula de liderança e recrutou colaboradores que, geração após geração, trabalham em seu projeto por acreditarem no sucesso dele. Quem é esse homem? Jesus Cristo, o maior líder e empreendedor da história.

Para além de crença e religião, falamos sobre o Jesus histórico que ao longo da vida adquiriu milhares de seguidores. Olhando com atenção, nota-se lições de perseverança, foco, determinação, companheirismo e outros valores ao longo da sua trajetória.

Jesus fez uma seleção, reconheceu o potencial de 12 pessoas e as treinou. Seu projeto teve tanto sucesso que, passados dois mil anos, continua funcionando e se reciclando. O profissional que deseja ser líder tem uma grande oportunidade de aprender com essa história milenar.

Foco/Determinação – Com sua meta traçada, Jesus seguiu sem se desviar do foco. Foi chamado de louco, ridicularizado até, por fim, ser condenado a morte, no entanto, sempre acreditou e nunca desistiu dos seus objetivos.

Exemplo – Antes de delegar funções, ele ensinava pelo exemplo. Quando se ajoelhou para lavar os pés dos apóstolos ensinava humildade e companheirismo. O fato de ser líder não da o direito de subjugar quem é liderado.

Acessível – Embora fosse o mestre do seu grupo, Jesus estava sempre aberto a opiniões e muitas vezes as pedia.

Comprometido – Sempre atento aos seus colaboradores, ele prezava pelo bem estar de todos. Entendia e fazia entender que uma equipe é formada por pessoas e para o grupo estar bem é necessário que cada parte também esteja.

A liderança de Jesus está sendo redescoberta. Há muito tempo, o líder havia deixado de ser líder para se tornar o chefe mandão e arrogante, posicionando-se acima e a parte da equipe. Essa maneira de administrar não condiz com o maior exemplo de sucesso que temos na história. É indispensável abraçar a equipe para transformá-la em unidade.

A solidez de um conjunto bem guiado leva ao ciclo do sucesso: problema se resolve com trabalho, que se transforma em resultado, que gera satisfação, que, por fim (ou recomeço), alimenta o desejo de resolver problemas. Essa foi a estratégia do líder de maior sucesso na história. Por que não adotá-la em nossas rotinas?"

 

Disponível em : http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/jesus-o-maior-legado-de-administracao-e-lideranca

terça-feira, 10 de junho de 2014

PRECISAMOS FAZER A NOSSA PARTE!


 
Estive ontem em um evento de multiplicação de boas práticas apresentado pela magistrada da Justiça Federal do Rio Grande do Sul, Dra. Graziela Cristine Torres, e pela diretora Ana Paula Amaral da Silva, imbuídas dos mais nobres valores que se pode desejar encontrar em servidores públicos, as quais, com clareza e assertividade descreveram a realidade desafiante que o Poder Judiciário Federal no RS vem enfrentando - a exemplo do que ocorre em todo o país - apontando as soluções que vêm adotando com sucesso.
 
Durante toda a tarde fomos presenteados com muita emoção, desencadeada pela força da palavra de quem acredita no que faz, de quem não se acanha diante das dificuldades e não se prende à formalidades desnecessárias.
 
O valor maior a ser perseguido por nossas Instituições é o atendimento dos legítimos anseios da população por mais celeridade e eficácia e, ambas somente poderão ser atingidas com o comprometimento de todos os seus membros  e superação de obstáculos. 
 
Não podemos nos conformar com o possível, mas precisamos urgentemente buscar fazer o nosso melhor e, isso muitas vezes significa ousar, quebrar paradigmas, simplificar, abrir mão de excessos de controles e formalidades, pois os processos não são apenas sucessão de atos, mas, de vidas, sonhos e expectativas.
 
A efetividade do Poder Judiciário jamais será uma realidade sem o estabelecimento de parcerias com as demais Instituições litigantes, as quais precisam ser envolvidas e estimuladas ao compartilhamento de objetivos e metas e à comunhão de valores.  Afinal, somos todos servidores públicos, corresponsáveis pela realização da paz social.  Cada um deve empreender esforços de superação e aprimoramento para que juntos possamos honrar a população que através dos impostos pagos, financia nossas carreiras públicas.
 
Não temos, nós todos que ocupamos funções públicas, o direito de nos conformar com as limitações e dificuldades estruturais das Instituições que integramos, mas podemos a todo momento fazer a diferença em nosso "metro quadrado", ocupando o espaço individual de transformação social, transbordando nosso potencial de inovação de forma a fazer realizar as mudanças necessárias em nossas Instituições, fazendo jus ao respeito da população a quem servimos.
 
Somos servidores públicos em função dos cargos e funções que ocupamos, mas somente seremos legitimados quando a população puder se certificar de nosso valor e competência.
 
No auditório onde o evento mencionado ocorreu, como usualmente ocorre em temas análogos, havia muitos lugares vazios, mas a força das palavras proferidas pelas palestrantes vão continuar ecoando até que muitos outros corações sejam alcançados e novos entusiastas desse novo serviço público venham se juntar aos sonhadores que trabalham incessantemente em prol de um novo Poder Judiciário. 
 
A Justiça Federal do Rio Grande do Sul, representada pelas brilhantes palestrantes do evento mencionado está fazendo a parte que lhe incumbe.  E nós?  Sonhamos com novas Instituições Públicas? Precisamos arregaçar as mangas e fazer a nossa parte...
 
Abraços e até a próxima!

quarta-feira, 4 de junho de 2014

14 SINAIS DE QUE VOCÊ TEM INTELIGÊNCIA EMOCIONAL


"A vida corre muito mais suavemente se você tiver boa inteligência emocional", disse ao Huffington Post o psicólogo Daniel Goleman

Carolyn Gregoire
                                                                                                                                          Foto de reative Commons/Flickr/Suicine
Homem pensando: a IE é formada por autoconsciência, autorregulação, motivação, habilidades sociais e empatia
O que torna algumas pessoas mais bem-sucedidas que outras no trabalho e na vida? QI e ética são importantes, mas não são tudo.
Nossa inteligência emocional - o modo como gerenciamos as emoções, tanto as nossas como as dos outros - pode ter um papel crítico para determinar nossa felicidade e nosso sucesso.

Platão disse que todo aprendizado tem uma base emocional, e talvez ele tenha razão. 

O modo como interagimos com nossas emoções e as regulamos tem repercussões em quase todos os aspectos de nossa vida.

Para colocar em termos coloquiais, a inteligência emocional (IE) é como a "sabedoria da rua", em oposição à "sabedoria dos livros", e é responsável por grande parte da capacidade de uma pessoa de navegar com eficiência pela vida.

"Quem tem inteligência emocional geralmente é confiante, sabe trabalhar na direção de suas metas, é adaptável e flexível. Você se recupera rapidamente do estresse e é resistente", disse ao Huffington Post o psicólogo Daniel Goleman, autor de "Focus: The Hidden Driver of Excellence" [“Foco: O Motor Oculto da Excelência”].

"A vida corre muito mais suavemente se você tiver boa inteligência emocional."
Os cinco componentes da IE, como definidos por Goleman, são autoconsciência, autorregulação, motivação, habilidades sociais e empatia.

Podemos ser fortes em algumas dessas áreas e deficitários em outras, mas todos temos o poder de melhorar em qualquer uma delas.

Não tem certeza de qual é seu nível de inteligência emocional? Aqui estão 14 sinais de que você tem uma IE alta.

1. Você sente curiosidade sobre pessoas que não conhece.
Você gosta de conhecer novas pessoas e naturalmente tende a fazer muitas perguntas depois de ser apresentado a alguém? 

Nesse caso, tem um certo grau de empatia, um dos principais componentes da IE. 

Pessoas altamente empáticas - as que estão extremamente sintonizadas com as necessidades e os sentimentos dos outros, e agem de uma maneira sensível a essas necessidades - têm uma coisa importante em comum: são muito curiosas sobre estranhos e se interessam genuinamente em saber mais sobre os outros.

Ter curiosidade sobre os outros também é uma maneira de cultivar a empatia.

 "A curiosidade expande nossa empatia quando conversamos com pessoas de fora do nosso círculo social habitual, encontrando vidas e visões de mundo muito diferentes das nossas", escreveu Roman Krznaric, autor do livro "Empathy: A Handbook For Revolution" [“Empatia: Um Manual para a Revolução”], em seu blog Greater Good.

2. Você é um ótimo líder.
Líderes excepcionais costumam ter uma coisa em comum, segundo Goleman. 

Além dos tradicionais requisitos para o sucesso - talento, ética profissional e ambição, por exemplo -, eles possuem um alto grau de inteligência emocional.

Em sua pesquisa comparando os que se saíram extremamente bem em papéis de liderança com aqueles que eram simplesmente medianos, ele descobriu que cerca de 90% da diferença em seus perfis se devia à IE, e não à capacidade cognitiva.

"Quanto mais alta a categoria de uma pessoa considerada um ator excelente, mais capacidades de inteligência emocional apareciam como motivo de sua eficácia", escreveu Goleman na "Harvard Business Review".

3. Você conhece suas forças e suas fraquezas.
Um grande fator da autoconsciência é ser honesto consigo mesmo sobre quem você é - saber onde você se sai muito bem e onde você tem dificuldade, e aceitar essas coisas. 

Uma pessoa emocionalmente inteligente aprende a identificar suas áreas de força e de fraqueza e analisa como pode trabalhar com maior eficácia dentro desse quadro. 

Essa consciência gera a autoconfiança, que é um dos principais fatores da IE, segundo Goleman. "Se você sabe em que é realmente eficaz, pode operar a partir dessa confiança", diz ele.

4. Você sabe prestar atenção.

Você é distraído por cada tuíte, mensagem e pensamento que passa por sua cabeça? 
Nesse caso, isso pode estar impedindo que você funcione em seu mais alto nível de inteligência emocional. 

Mas a capacidade de suportar distrações e se concentrar na tarefa a ser feita é um grande segredo da inteligência emocional, diz Goleman. 

Sem estar presente consigo mesmo e com os outros, é difícil desenvolver autoconsciência e relacionamentos fortes. 

"Sua capacidade de se concentrar no trabalho que está fazendo ou na sua tarefa escolar, e deixar para ler aquela mensagem ou jogar aquele videogame quando terminar - seu nível de eficiência nesse aspecto durante a infância vem a ser um fator de previsão mais forte de seu sucesso financeiro quando adulto do que seu QI ou a riqueza de sua família", diz Goleman. "E podemos ensinar as crianças a fazer isso."

5. Quando você está chateado, sabe exatamente por quê.
Todos nós experimentamos uma série de flutuações emocionais ao longo do dia, e muitas vezes nem sequer compreendemos o que está causando uma onda de raiva ou de tristeza. 

Mas um aspecto importante da autoconsciência é a capacidade de reconhecer de onde vêm suas emoções e saber por que você está chateado.
Autoconsciência também se trata de reconhecer as emoções quando elas brotam, em vez de identificá-las mal ou ignorá-las. 

Pessoas emocionalmente inteligentes recuam um passo diante das emoções, examinam o que estão sentindo e o efeito dessa emoção sobre elas.

6. Você se dá bem com a maioria das pessoas.
"Ter relacionamentos satisfatórios e eficazes - esse é um sinal [de inteligência emocional]", diz Goleman.

7. Você se importa profundamente em ser uma pessoa boa e moral.
Um aspecto da IE é nossa "identidade moral", que tem a ver com a extensão em que queremos ver a nós mesmos como pessoas éticas e cuidadosas. 

Se você é uma pessoa que se importa em construir esse lado de si mesma (independentemente de como você atuou em situações morais anteriores), pode ter um alto índice de IE.

8. Você se dá um tempo para desacelerar e ajudar os outros.
Se você criar o hábito de desacelerar para prestar atenção nos outros, seja saindo ligeiramente do seu caminho para cumprimentar alguém ou ajudar uma mulher idosa no metrô, você demonstra inteligência emocional.

Muitas pessoas, uma boa parte do tempo, estão completamente concentradas em si mesmas. E com frequência é porque estamos tão ocupados correndo em um estado de estresse, tentando fazer as coisas, que simplesmente não temos tempo para perceber os outros, quanto menos ajudar.
"[Existe um] espectro que vai da total autoabsorção a perceber e a sentir empatia e compaixão", disse Goleman em uma palestra TED sobre compaixão

"O simples fato é que se estivermos focados em nós mesmos, se estivermos preocupados - o que muitas vezes estamos durante o dia todo -, realmente não perceberemos totalmente o outro." 
Ser mais atencioso, em contraste com estar absorvido em seu mundinho, planta as sementes da compaixão - um componente crucial da IE.

9. Você é bom em ler as expressões faciais das pessoas.

Ser capaz de sentir como os outros estão se sentindo é uma parte importante de ter uma boa IE. 
10. Depois de cair você se levanta rapidamente.

Como você lida com os erros e reveses diz muito sobre quem você é. Indivíduos com alta IE sabem que se há uma coisa que todos temos de fazer na vida é seguir em frente.
Quando uma pessoa emocionalmente inteligente sofre um fracasso ou revés, ela é capaz de se recuperar rapidamente. 

Isto acontece em parte por causa da capacidade de experimentar com atenção as emoções negativas sem deixar que elas saiam do controle, o que oferece um grau mais alto de resistência.

"A pessoa resistente não fica presa às emoções negativas, mas deixa que elas fiquem lado a lado com outros sentimentos", disse Barbara Fredrickson, autora de "Positivity" [Positividade], à "Experience Life".

 "Por isso, ao mesmo tempo que elas estão sentindo 'estou triste por causa disso', também tendem a pensar 'mas estou grata por isto'."

11. Você é um bom juiz de caráter.
Você sempre consegue ter a sensação de quem uma pessoa é desde o início - e suas intuições raramente se enganam.

12. Você confia em seu instinto.

Uma pessoa com inteligência emocional é alguém que se sente à vontade seguindo sua intuição, diz Goleman. 

Se você é capaz de confiar em si mesmo e em suas emoções, não há motivo para não escutar aquela voz interior (ou aquela sensação na barriga) que lhe diz que caminho deve seguir.

13. Você sempre foi automotivado.
Você sempre foi ambicioso e trabalhador quando criança, mesmo quando não era recompensado por isso? Se você é uma pessoa atuante e motivada - e consegue focar sua atenção e sua energia para perseguir seus objetivos -, provavelmente tem um alto nível de IE.

14. Você sabe dizer não.
Autorregulação, um dos cinco componentes da inteligência emocional, significa ser capaz de se disciplinar e evitar hábitos insalubres. 

As pessoas dotadas de IE geralmente são bem equipadas para tolerar o estresse (um gatilho dos maus hábitos para muitas) e controlar seus impulsos, segundo Goleman.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

NÃO NASCEMOS PRONTOS...

Costumo afirmar que todos precisamos nos manter motivados, buscando constantemente  dar significado aos nossos esforços e refletindo sobre nossos paradigmas, metas e objetivos.  Nesse sentido, precisamos relembrar que o desenvolvimento das habilidades da liderança não possuem linha de chegada, pois pressupõe aperfeiçoamento constante e disposição para novos desafios. 
 
O texto a seguir, do fantástico magistério de Mário Sérgio Cortella, expressa de maneira didática e precisa a nossa condição de eternos aprendizes, nos conduzindo por uma reflexão profunda e promissora.
 
"A satisfação conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento

                                   
 Mario Sergio Cortella

O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: "O animal satisfeito dorme". Por trás dessa aparente obviedade está um dos mais profundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição humana perde substância e energia vital toda vez que se sente plenamente confortável com a maneira como as coisas já estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se na acomodação.

A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita, amortece.
Por isso, quando alguém diz "Fiquei muito satisfeito com você" ou "Estou muito satisfeita com seu trabalho", é assustador. O que se quer dizer com isso? Que nada mais de mim se deseja? Que o ponto atual é meu limite e, portanto, minha possibilidade? Que de mim nada mais além se pode esperar? Que está bom como está? Assim seria apavorante; passaria a ideia de que desse jeito já basta. Ora, o agradável é alguém dizer "seu trabalho (ou carinho, ou comida, ou aula, ou texto, ou música etc.) é bom, fiquei muito insatisfeito e, portanto, quero mais, quero continuar, quero conhecer outras coisas".

Um bom filme não é exatamente aquele que, quando termina, nos deixa insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela, enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse? Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura, permanece um pouco apoiado no colo e nos deixa absortos e distantes, pensando que não poderia terminar? Uma boa festa, um bom jogo, um bom passeio, uma boa cerimônia não é aquela que queremos que se prolongue?

Com a vida de cada um e de cada uma também tem de ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados. Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se terminado e constrangido ao possível da condição do momento.

Quando crianças (só as crianças?), muitas vezes, diante da tensão provocada por algum desafio que exigia esforço (estudar, treinar, emagrecer etc.), ficávamos preocupados e irritados, sonhando e pensando: Por que a gente já não nasce pronto, sabendo todas as coisas? Bela e ingênua perspectiva. É fundamental não nascermos sabendo nem prontos; o ser que nasce sabendo não terá novidades, só reiterações. Somos seres de insatisfação e precisamos ter nisso alguma dose de ambição; todavia, ambição é diferente de ganância, dado que o ambicioso quer mais e melhor, enquanto que o ganancioso quer só para si próprio.

Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais se é refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar.
Diante dessa realidade, é absurdo acreditar na ideia de que uma pessoa, quanto mais vive, mais velha fica; para que alguém quanto mais vivesse, mais velho ficasse, teria de ter nascido pronto e ir se gastando...
Isso não ocorre com gente, mas com fogão, sapato, geladeira. Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não pronta e vai se fazendo. Eu, no ano 2000, sou a minha mais nova edição (revista e, às vezes, um pouco ampliada); o mais velho de mim (se é o tempo a medida) está no meu passado, não no presente.
Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, "não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro".



MARIO SERGIO CORTELLA, filósofo, professor da PUC-SP e autor de "A Escola e o Conhecimento: Fundamentos Epistemológicos e Políticos", “Qual é a tua obra?” (ed. Cortêz/ IPF) entre outros.

 
Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq2809200027.htm

sábado, 24 de maio de 2014

LINGUAGEM CORPORAL X IMAGEM

"Sabia que existem alguns movimentos corporais que podem criar uma imagem negativa sua? Conheça 30 erros de linguagem corporal e veja como evitá-los.
 
Um movimento corporal vale mais que mil palavras. Acredita nisso? Dependendo da maneira como você se movimenta e as reações que tem perante certas situações é possível mudar completamente a impressão que uma pessoa tem sobre você.
 
Por isso, confira o infográfico com os 30 erros comuns de linguagem corporal e comece a evitá-los: "