terça-feira, 2 de setembro de 2014

LIDERANÇA E INTROVERSÃO COMBINAM?

5 motivos que provam por que os introvertidos são ótimos líderes

O articulista do Lifehack Nicholas Garcia é um introvertido assumido e em seu texto "This is Why Introverters Are Good Leaders" ("É por isso que introvertidos são bons líderes", em tradução livre) ele nos faz olhar para essas pessoas como mais do que meros antissociais sem nada na cabeça

Thinkstock
Geralmente, subestimamos as habilidades comunicativas de pessoas que são, na maior parte do tempo, introvertidas socialmente. Quando elas exprimem suas opiniões e pensamentos através da escrita ou fala, somos surpreendidos por quão bem embasados são.
O articulista do Lifehack Nicholas Garcia é um introvertido assumido e em seu texto "This is Why Introverters Are Good Leaders" ("É por isso que introvertidos são bons líderes", em tradução livre) ele nos faz olhar para essas pessoas como mais do que meros antissociais sem nada na cabeça.
"É como se minha tendência para ouvir em vez de falar fizesse com que as pessoas subestimassem minhas capacidades; elas assumem que não há nada acontecendo dentro da minha cabeça", diz o autor.
No texto, ele elenca cinco razões pelas quais considera que, sim, os introvertidos podem ser bons líderes.
Confira a tradução:
1. Eles são melhores ouvintes do que os extrovertidos
"Às vezes, sentar e avaliar todas as informações de uma forma contemplativa leva a melhores resultados do que apenas falar tudo que vem à mente. Uma coisa em que os introvertidos são eficazes é compilar tudo o que foi dito em uma reunião ou conversa e moldar tudo em uma ideia ou único ponto, tarefa em que os outros não têm tempo para pensar. Da próxima vez que você vir alguém sentado em silêncio com uma expressão intensa no rosto, são grandes as chances de que essa pessoa esteja contemplando tudo e formulando um pensamento realmente importante."

2. Eles te dão mais liberdade
"Muitas vezes, mesmo quando os extrovertidos são bem intencionados, eles deixam sua exuberância ofuscar seus colegas de trabalho. Quando eles são os únicos que executam o show, essa característica se torna especialmente problemática. Isso não significa que os extrovertidos são maus líderes, apenas que há uma maior chance de que um introvertido vá procurar ativamente ideias de cada membro de sua equipe, muitas vezes pensando nas necessidades das pessoas ao seu redor, em vez de sua própria. Normalmente, os introvertidos tentam fundir seus pensamentos com os de sua equipe, ao passo que os extrovertidos tentam dobrá-los e subordiná-los aos seus ideais."

3. Eles precisam de um tempo sozinhos
"Eu sou um grande fã do programa Kitchen Nightmares. Uma das principais razões por que os restaurantes falham nesse show é porque os proprietários não estão dispostos a delegar tarefas adequadamente, preferindo tentar e estar em todo lugar ao mesmo tempo. Embora nem todos os extrovertidos liderem dessa maneira, o fato de que eles ganham energia a partir da socialização (e estar no meio das coisas) significa que eles são muito mais propensos a estar respirando no seu pescoço a qualquer momento. Os introvertidos, por outro lado, precisam de tempo para descansar e se recuperar. Isso significa que as pessoas que trabalham para um líder introvertido geralmente têm mais uma oportunidade de realizar seu trabalho de forma independente e, assim, de uma forma mais criativa."

4. Eles são mais genuínos
"Apesar de os introvertidos não procurarem as pessoas da mesma forma que os extrovertidos fazem, eles ainda anseiam por interação social. A diferença é que, quando decidem fazer isso, normalmente é porque realmente querem fazer algum tipo de ligação com essa pessoa. Interações com os introvertidos, portanto, muitas vezes, parecem mais significativas. Em outras palavras, você tem a sensação de que eles se preocupam com você e sua situação particular. É por isso que a maioria dos introvertidos prefere ter um punhado de melhores amigos em vez de uma centena de conhecidos."

5. Eles são melhores em tomar decisões
"Muitos líderes da história, como Abraham Lincoln, foram grandes no que fizeram, porque eles usaram seu tempo sozinhos para considerar os detalhes minuciosos de cada decisão tomada. Lincoln, por exemplo, muitas vezes escreveu seus pensamentos no papel, passando dias agonizando sobre o que deveria fazer em seguida. Apesar de todos os introvertidos não serem muito comparáveis ​​a Lincoln, eles geralmente compartilham essa característica de tender para meditar sobre as grandes decisões durante seu tempo sozinho. Embora os extrovertidos certamente tenham tempo para pensar sobre as coisas, eles provavelmente não gostam da ideia de passar horas em silêncio e solidão. É durante esses retiros longe da sociedade que os introvertidos desenvolvem importantes habilidades de pensamento crítico e processam toda a informação que tomaram no decorrer do dia."

Disponível em http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/5-motivos-que-provam-porque-os-introvertidos-sao-otimos-lideres/

terça-feira, 26 de agosto de 2014

COMUNICAÇÃO EFICAZ ATRAVÉS DE IDÉIAS SIMPLES E CRIATIVAS

13 soluções para melhorar a comunicação

A inabilidade em se expressar leva ao esforço inútil e sem foco, e é desgastante para todos os envolvidos

                                                                                                                         Dave Santana / VOCÊ S/A
Ilustração de pessoas com dúvida
São Paulo - A dificuldade de se expressar é um problema recorrente entre profissionais e um dos principais obstáculos que as empresas enfrentam para obter resultados. A inabilidade de comunicação leva à má compreensão de objetivos, que leva ao esforço inútil e sem foco.
A informação mal transmitida e mal digerida causa conflitos nas equipes, o que, além de improdutivo, é desgastante para todos os envolvidos. Veja como aprimorar sua capacidade de se fazer entender no trabalho:
1 Tenha uma meta
Antes de começar uma conversa, pense no resultado. Ter foco no objetivo final faz com que a discussão tenha foco e rapidez. Quando começar a falar, diga a seu ouvinte o que você pretende. “Revele, em uma ou duas frases, o que será tratado”, diz Reinaldo Polito, professor de expressão verbal do Instituto Reinaldo Polito, de São Paulo.
2 Inclua seu interlocutor
Um bom jeito de ser ouvido com atenção é mostrar a seu interlocutor que ele faz parte da solução. Isso ajuda a pessoa a se comprometer. Para incluir o outro na conversa, use o pronome “nós”, que deixa claro que há algo a ser compartilhado. “Use o ‘você’ somente para elogiar”, diz Vera Martins, da Assertiva, consultoria de São Paulo.
3 Mantenha o respeito
Ao conversar sobre algum assunto mais delicado, demonstre respeito. Olhe nos olhos de seu interlocutor e leve os argumentos dele em consideração. “Fale com a pessoa, não para a pessoa”, diz Reinaldo Passadori, do Instituto Passadori, especializado em educação corporativa, de São Paulo.
Demonstre que a conversa não é unilateral e que você também está aberto a ouvir. Tome cuidado para manter a firmeza, mas evite a agressividade.
4 Pergunte mais
Procure compreender a perspectiva da outra pessoa, fazendo perguntas para esclarecer o assunto. Repetir as palavras do interlocutor ajuda a conferir se você interpretou o que foi dito corretamente.
Para direcionar a conversa, formule questões objetivas quando tiver dúvidas, do tipo: “Quando isso aconteceu?”. Se o assunto precisar de esclarecimentos, use perguntas amplas, como: “Por que você chegou a essa conclusão?”.
5 Escute de verdade
Quando uma pessoa fala, nem sempre os outros escutam. Prestar atenção é uma qualidade importante do comunicador. Uma maneirade evitar devaneios durante uma conversa é olhar para a pessoa e não interrompê-la.
Evite planejar mentalmente uma resposta enquanto o outro ainda estiver falando — isso também distrai. Ouvir atentamente não significa virar estátua. Dê sinais de que está prestando atenção. “Acene com a cabeça e use expressões de acompanhamento, como ‘sim’ e ‘entendi’”, diz Reinaldo Polito.
6 Fique atento ao tom
Nada pior do que ouvir pedido de desculpas ou elogio que soa falso. A maneira como as pessoas interpretam o que é dito não depende apenas do conteúdo,­ mas também da forma como se fala. Lembre-se que o tom da voz e a postura corporal transmitem mensagens. “Evite o sarcasmo e a ironia”, diz Reinaldo Passadori. Fale com naturalidade. 
7 Cuidado com a linguagem corporal
Seu corpo fala tanto quanto sua voz — e há muito mais tempo. A linguagem corporal foi desenvolvida pelos homens antes da linguagem falada. O cérebro é preparado para detectá-la e compreendê-la. Durante uma conversa, cuide da postura e de sua fisionomia. “Verifique se há coerência entre o que você diz e o modo como seu corpo se comporta”, diz Reinaldo Polito.
8 Faça críticas objetivas
Se for criticar, coloque o foco no comportamento inadequado, e não na pessoa. É difícil mudar uma personalidade, mas é possível ajudar alguém a ter uma atitude mais adequada com sugestões objetivas e impessoais.
9 Argumente com exemplos
Evite ser impreciso ou generalizar demais. Em vez de dizer que a pessoa se atrasa, aponte casos específicos que provem seu argumento, como lembrar que ela chegou tarde nos quatro últimos dias. No caso de uma reunião, tente usar exemplos e histórias para reforçar sua argumentação e ajudar os participantes a fixar melhor a pauta.
10 Use “e” em vez de “mas”
Se quiser fazer um elogio, evite construções do tipo “Adorei a ideia, mas será que podemos adaptá-la?”. Quando se fala “mas”, o interlocutor desconsidera o elogio e fixa a atenção na crítica.
O melhor é construir frases unidas pela conjunção “e”. “Adorei a ideia e acho que uma abordagem diferente seria mais eficaz”, por exemplo. Esse artifício faz com que a outra pessoa ouça seu ponto com mais tranquilidade.
11 Não fique na defensiva
Vários problemas de comunicação poderiam ser evitados se os profissionais não ficassem na defensiva. Adote uma postura assertiva. Faça perguntas para explorar as diferenças de pontos de vista. “À medida que as defesas diminuem, a capacidade de compreender argumentos aumenta”, diz Vera Martins, da consultoria Assertiva.
12 Saiba ficar em silêncio
Ficar calado pode ser muito útil. O silêncio permite a quem escuta ganhar tempo para processar o que foi dito e a organizar os pensamentos antes de uma resposta apressada. “Ficar em silêncio não significa entrar mudo e sair calado, mas suspender a fala por alguns momentos para proporcionar reflexão”, diz Reinaldo Polito. 
13 Pratique a empatia
A diversidade de pontos de vista é enorme porque todo mundo tem os próprios valores e influências que moldam o jeito de enxergar o mundo. Por isso, a melhor maneira de se fazer entender é tentar se colocar no lugar do outro para imaginar como determinada informação será encarada. “Pense em como gostaria de ser tratado se estivesse no lugar do outro”, diz Reinaldo Polito.
Disponível em http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/195/noticias/13-solucoes-para-melhorar-a-comunicacao

terça-feira, 19 de agosto de 2014

VALORIZAR PARA INTEGRAR


A natureza humana em sua riqueza revela a necessidade de reconhecimento e sentimento de pertença para que um grupo de pessoas se transforme em equipe de trabalho.


Tal ocorre especialmente porque somente à partir da compreensão individual das metas coletivas e do papel de cada um na realização das mesmas se torna possível a integração e o compartilhamento dentro da unidade organizacional.

É preciso estimular a coesão para que a contribuição de diversas pessoas, com orientações, formações distintas, temperamentos e ritmos diversos possam enfrentar os desafios através de apoio mútuo, compartilhamento de conhecimento e habilidades, em prol da realização dos objetivos comungados por todos.

Nesse sentido, não há trabalhos irrelevantes dentro das equipes, pois a cada integrante é dado conhecer o que se espera dele em termos de quantidade e qualidade, além de serem compartilhadas metas da unidade e de que forma seu desempenho impacta a produtividade da Instituição/Organização.

Ainda que exista uma grande diversidade de formação técnica entre os membros da equipe, tal fato não pode permitir a formação de ilhas de conhecimento, mas ao contrário, deve estimular o compartilhamento para que aquele que sabe mais sobre determinado tema possa orientar os que precisam se aprimorar mais relativamente ao mesmo.

"Ninguém é tão grande que não possa aprender, e nem tão pequeno que não possa ensinar." Voltaire.

Para que essa postura seja uma realidade nas equipes é preciso que haja disponibilidade para compartilhar ao mesmo tempo que exista o interesse de aprender, sendo que ambos se concretizam à partir do compromisso firmado entre todos, independentemente das diferenças individuais decorrentes de temperamentos, grau de instrução, interesses, motivações e reações diversas.

Afinal, a diversidade verificada nas equipes deve ser encarada como fator positivo pois representa riqueza e oportunidade.  Basta que seja tratada como possibilidade de crescimento e direcionada a exterminar o individualismo e o surgimento de ilhas de conhecimento, desmotivação e desvalorização.

É preciso investir na confiança mútua, na definição de objetivos viáveis e tangíveis, no aproveitamento das habilidades individuais,  no comprometimento, na liberdade de expressão, na criatividade e na comunicação clara e eficaz.  Somente assim veremos potencializados os resultados de nossas unidades, em quantidade e qualidade, sem descuidar do clima e da autoestima de nossos liderados.

O que você deseja?  uma equipe integrada e produtiva? Está disposto a trabalhar por isso?  O universo conspira em favor de quem está determinado a realizar seus sonhos!

Carpe diem!



domingo, 10 de agosto de 2014

SUPERANDO AS ADVERSIDADES NA EQUIPE

Observando o cotidiano de  equipes de trabalho eficazes encontramos um traço muito peculiar presente em todas elas: a capacidade de viver o "luto" pelas iniciativas mal sucedidas e, de aprender com elas, renascendo mais à frente melhores e mais preparadas para enfrentar novos desafios.

Em tempos de sucesso, tudo se transforma em festa e as estratégias de motivação sempre atingem seus objetivos; São os tempos de muita luz, comemoração e elevação da autoestima de toda a equipe. Contudo, "uma certa escuridão é necessária para ver as estrelas". Nessa fase há quase uma negação de nossas falhas de desempenho, como se nada precisasse ser reformulado ou aprimorado.

Renomados especialistas em Administração afirmam que, quanto mais desenvolvida for a liderança nas Unidades Organizacionais, menos deverá se interessar pelo feedback positivo, mas sim lançar sua atenção no feedback de melhoria, vez que aponta para habilidades a serem desenvolvidas, enquanto que o elogio vem apenas ratificar alguma habilidade já dominada.

Então, se a crise chegou à sua Equipe de trabalho, não se desespere.  Entenda o que está ocorrendo, defina papéis, ouça seus parceiros, reveja seus paradigmas, converse com seus pares, mas comece realizando um mapeamento do que funciona ou não para traçar caminhos novos.

Sempre que em nossa Unidade/Organização usamos os erros como instrumentos de aprendizagem ao invés de buscar e condenar os culpados e analisamos os erros cometidos de forma construtiva, buscando a correção de rumo das metas atuais ou o desenvolvimento de novas idéias, nossos insucessos passam a ser oportunidades de superação e aprendizagem coletiva, gerando valor e uma nova ordem de coisas. 

Afinal, conforme afirma Carl Jung, ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por tornar consciente a escuridão. 

Abraços e até breve!






domingo, 27 de julho de 2014

DIFICULDADES X OPORTUNIDADES


No cotidiano das equipes de trabalho, a exemplo do que ocorre também em nossa vida pessoal, não raro nos deparamos com dificuldades de todas as ordens e a maneira como lidamos com isso faz toda a diferença nos resultados que alcançamos.

A maneira de olhar as dificuldades a serem enfrentadas irá definir o sucesso ou não de nossas iniciativas, já que a partir de uma postura corajosa e determinada poderemos identificar oportunidades e, à partir delas, traçar estratégias capazes de superar os entraves, construindo soluções que produzam crescimento e/ou aprimoramento.

A história nos mostra que os grandes conquistadores assim se tornaram em função da forma como conquistaram vitórias em meio a grandes dificuldades. E os grandes navegadores como Cristóvão Colombo são excelentes exemplos disso.

Ao contrário, há pessoas que se sentem paralisadas diante das dificuldades e, assim,  jamais as verão como oportunidades,  de forma que antecipam a derrota e assumem a própria incapacidade de mudar seus destinos, desperdiçando grandes momentos de felicidade e superação.

Diante das dificuldades devemos nos perguntar no que elas poderão ser transformadoras e como poderão contribuir para o nosso aperfeiçoamento e de nossas equipes de trabalho. Essa postura tem o condão de  desmitificar os obstáculos e alçá-los ao patamar de oportunidades.

Nesse momento, importa saber o que se está buscando alcançar.  Quais são os valores e propósitos de sua unidade organizacional e, a partir desse norte, repensar as estratégias. Manter o otimismo e trabalhar de forma diferente, de acordo com as dificuldades a serem vencidas.  Ser flexível.  Ouvir a Equipe e buscar novos paradigmas. Trabalhar muito, superar os próprios limites, desafiar o impossível, sair da zona de conforto.

Os resultados irão aparecer e todos sairão mais fortes e engajados.  Novos desafios surgirão e serão enfrentados com determinação, gerando o círculo virtuoso do crescimento e da superação.

Encerro com as sábias palavras de Eugênio Mussak:

 "O destino não pergunta se estamos dispostos, simplesmente apronta das suas. Eu estava em Florianópolis na grande enchente de 1983 e presenciei cenas explícitas de grandeza humana. No fim, era um embate entre a força dos elementos e a força da alma das pessoas. Lembro-me de ter conhecido o José Carlos, um jovem pai que, ao chegar em casa, ela – a casa – não estava mais lá. Havia sido levada pela enxurrada, que por pouco não levara junto sua mulher e seus dois filhos pequenos, que, por sorte, tiveram tempo de sair. Quando lhe perguntei “E agora?”, ele me olhou com gravidade, suspirou e disse: “E agora é começar tudo de novo”. E começou, e persistiu e reconquistou sua casa – aliás, melhor que anterior.   Sim, a necessidade obriga. “O sapo pula por precisão, não pula por boniteza”, diz o escritor Guimarães Rosa. A força interior existe, mas é virtual. Não pode ser percebida a não ser quando é solicitada de verdade. E isso pode acontecer por dois motivos: por exigência do destino ou por ingerência da vontade. Ou por ambos.   “Ferramenta tens, não procures em vão”, disse Fernando Pessoa em um de seus belos poemas que nos colocam em contato conosco mesmos. “Tenha o coração sensível e use a força da mente”, termina seu verso. Sim, temos a ferramenta em nós, só precisamos usá-la.
(in http://eugeniomussak.com.br/forca-interior/)


Carpe Diem!

Abraços e até breve!






segunda-feira, 14 de julho de 2014

COMPETÊNCIA EMOCIONAL

Quando nossas emoções não estão alinhadas os resultados são destrutivos.  A forma como lidamos com rotinas carregadas de pressão, prazos e desafios que se renovam constantemente exerce uma forte influência sobre isso.  Dar espaço ao desânimo diante das dificuldades ou fazer opção por posturas inflexíveis garantem o resultado de frustração e derrota.  Quanto maiores as exigências e pressões do mundo corporativo, mais o Equilíbrio se apresenta como palavra de ordem e recurso de saúde e superação. 

Segundo Rogério Calusa, estudos sobre o tema indicam que, a inteligência emocional, muito mais do que aquela medida pelo QI,  é a responsável pelas melhores decisões, por organizações mais dinâmicas e por um estilo de vida mais saudável e bem sucedido.

Diariamente somos assaltados por uma gama enorme de emoções, positivas e negativas e a forma como lidamos com cada uma delas irá definir nossa qualidade de vida profissional e pessoal.  A tentativa de separar nossas emoções de nosso intelectualidade já se mostrou incapaz de gerar bons resultados vez que ambas as dimensões precisam conviver em harmonia.
 
Nossas emoções constantemente nos fornecem informações importantes que deverão ser interpretadas e avaliadas de maneira adequada para que produzam comportamentos próprios para cada situação enfrentada. Nesse sentido, torna-se muito importante ser capaz de perceber as emoções das demais pessoas, de que forma nos afetam, além disso, de como poderemos empaticamente afetar outras pessoas no exercício de nossas funções de liderança.
 
Assim, a competência emocional se traduz na soma de conhecimentos e habilidades que permitem a uma pessoa lidar com as próprias emoções e com as dos outros, bem como identificar de que forma e em que momento expressar as emoções, ampliando suas possibilidade de comunicação,  tornando-a capaz de desenvolver o seu poder pessoal e determinar a sua qualidade de vida, manter posicionamentos com equilíbrio, estabelecer uma comunicação com outras pessoas de forma ética e eficaz, ocupar seu espaço ao invés de omitir-se, expressar reconhecimento, gratidão, aceitação, ser assertivo no falar, dizendo a verdade com base em fatos e não em suposições, preservando a autenticidade e a criatividade, mantendo o foco em seus sonhos e objetivos.
 
A última copa do mundo deixou muito claro que precisamos desenvolver e aprimorar nossa competência emocional,  pois mais importante do que sentir as emoções é saber o que fazer com elas diante dos contextos e dos relacionamentos nas várias áreas de nossas vidas.  A boa notícia é que  nem tudo está perdido, pois recentes pesquisas evidenciam a possibilidade de desenvolver competência emocional praticamente em qualquer idade, compensando as deficiências de nossa formação emocional.
 
A Inteligência Emocional pressupõe  o domínio e aquisição das competências abaixo indicadas:
•  Autoconsciência: conhecer as próprias emoções é um exercício que deve ser continuamente praticado; identificar o que sente; considerar suas emoções quando em momentos de decisões, ter confiança e avaliar suas habilidades de maneira realista.
•  Autogerenciamento: gerenciar as próprias emoções; saber a hora de esperar ou de agir, pensar antes de agir; ter resiliência para se refazer de frustrações emocionais; ser capaz de aguardar benefícios para atingir os seus objetivos.
•  Motivação: capacidade de se auto motivar e motivar os outros; ter persistência e paixão por seus objetivos e projetos .
•  Empatia: conhecer as emoções e colocar-se no lugar do outro.
•  Habilidades Sociais: saber lidar com as emoções dos outros, interpretando com objetividade e de forma saudável as interações e relacionamentos.
Precisamos estar conscientes de quão importante é o nosso estado emocional, pois quando a auto confiança é duvidosa e o autocontrole não funciona, os resultados poderão ser desastrosos.  Precisamos ter em mente o quanto fatores externos podem influenciar nossos atos, para que possamos impedir que os insucessos importem em melancolia e derrota duradouras, prejudicando nossa vida pessoal e a corporativa.

Nunca estaremos livres dos riscos de fracassar, mas adotar padrões de comportamento emocional negativos pode ser fatal no desenvolvimento pessoal e irrecuperável no ponto de vista corporativo.

Então, é hora de virar a página, deixar os insucessos para trás e reescrever nossos padrões mentais para que possamos adicionar um capítulo novo em nossa história em busca da felicidade e do equilíbrio,  agora baseada em novas competências emocionais.
 
Abraços e até a próxima!