quarta-feira, 17 de junho de 2015

DEIXE UM LEGADO!

















 
 
 
Desde que despertamos pela manhã, a todo tempo observamos coisas, pessoas e situações, assim como ao mesmo tempo somos observados.  Influenciamos e somos influenciados em uma dinâmica que atesta sobre nossos valores e atitudes, razão pela qual precisamos refletir a cerca de que tipo de influência queremos produzir nos outros, pois somos os responsáveis por nossas ações.
 
Três tipos de determinismo inundam nossos pensamentos influenciando nosso comportamento: o genético, representado pelos traços de família que herdamos de nossos avós, o psíquico atribuído à nossa criação e a nossos pais e o ambiental, que decorre do mundo que nos cerca, do marido, do chefe, da economia etc.  Se, por um ângulo, nossas respostas a todo tempo estão sendo inflluenciadas por estes determinismos, por outro ângulo, a escolha é sempre nossa.   Nada, nem ninguém detém o poder de mudar isso.
 
Então, cuide de suas escolhas.  Seja proativo.  Deixe um legado.  Mude sua realidade com o auxílio de seus valores e princípios.  Seja uma figura de transição, interrompendo a transmissão de hábitos, modelos e percepções, substituindo-os por novos hábitos, modelos e percepções mais positivos.
 
A liderança não é sinônimo de fama, mas se fortalece a partir da capacidade de influenciar positivamente outras pessoas e encontra sentido quando se traduz em exemplo de conduta baseada nos princípios como o do amor e do perdão. Nesse contexto, surge o líder íntegro, comunicador, verdadeiramente interessado nas pessoas.  Visionário, ouvinte, decisor, dedicado, motivador, ousado e especialista em gente.
 
A liderança não é posto ou função. É escolha e assim, exige compromisso com o seu autodesenvolvimento e o desenvolvimento permanente da equipe.  O líder precisa buscar a todo tempo produzir energia e energizar seu pessoal.  Estimular, reconhecer, elogiar, fortalecer.  Orientar quando necessário e trabalhar com ênfase e entusiasmo, demonstrando de maneira inequívoca paixão pelo que faz.
 
Por isso, deixe seu legado!  Construa pontes entre as pessoas, baseado em dois pilares:  confiança e exemplo.  Torne-se uma força empreendedora em sua vida e na vida dos outros.  Seja e reconheça as verdadeiras figuras de transição nos seus relacionamentos, substituindo hábitos, mentalidades e modelos por outros mais benéficos.
 
Priorize, planeje, organize-se e prospere.  Estudos demonstram que apenas um em cada três indivíduos planejam seu trabalho tendo em mente o que mais importa para sua Instituição/Organização.  Contrarie os dados estatísticos.
 
Estimule o pensamento criativo e seja exemplo para sua equipe, pois você não pode pedir a seus colaboradores para fazer algo que você mesmo não faria.
 
Viva, aprenda, ame e deixe um legado, pois "ao encarar o desafio de deixar um legado, você ganha em troca a liberdade de traçar seu próprio destino e o poder de mudar gerações" (Paul Kretly, da Franklin Covey Brasil).
 
Abraços e até a próxima!
 
 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

03 LIÇÕES PARA APRENDER COM GANDHI, MANDELA E LUTHER KING

Por Camila Pati
Um dos exemplos deixados por três dos mais importantes líderes mundiais do século passado, Mahatma Gandhi, Nelson Mandela e Martin Luther King, é, certamente, a capacidade de influenciar pessoas sem ter, necessariamente, autoridade sobre elas.
Característica fundamental para quem deseja liderar desde equipes pequenas no trabalho até grandes grupos de pessoas, a capacidade de influência é o que leva alguém a promover grandes mudanças para atingir resultados.
Investigar como estes três ícones mundiais conseguiram mobilizar multidões em prol de uma causa, em situações e momentos distintos, foi uma das “missões” que João Marcelo Furlan, CEO da Enora Leaders, levou na bagagem ao ter a oportunidade de viajar para Índia, África do Sul e Estados Unidos em 2014.

“Quis determinar padrões de comportamento em comum entre eles, entender as sua atitudes”, diz Furlan. Com a imersão na vida dos três líderes, Furlan identificou três aspectos que se repetiram ao longo de suas trajetórias e que podem servir de fonte de inspiração no campo profissional:
1. Uma ampla visão de mudanças
Tanto Gandhi quanto Mandela e Luther King enxergavam (e desenhavam mudanças) muito à frente de seu tempo. “Quando Mandela foi preso disse aos seus familiares que tempos difíceis viriam, mas enxergava que o fim do Apartheid era um futuro possível, e essa visão positiva o ajudou a suportar 27 anos de prisão”, diz Furlan.
O discurso “Eu Tenho um Sonho”, de Martin Luther King, diz Furlan, também explicita a sua ampla visão de mudança: “eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia, os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade”, disse Luther King”. Essa era a imagem que ele projetava para o futuro.
Dentro da realidade profissional, vale refletir sobre qual o objetivo a ser alcançado e acreditar nas grandes mudanças positivas que o tornarão uma realidade. “Faço esse exercício com meus alunos, e peço para desenharem uma imagem clara do que seria o sucesso em suas áreas de atuação, na visão deles”, diz Furlan.
Que mudança objetiva determinaria o sucesso na sua carreira, da sua equipe ou da sua empresa? Defina qual e acredite nela, indica Furlan.
2. Perseverança (mesmo sob as condições mais adversas) 
Em 1906, Gandhi passou a usar o termo SATYAGRAHA ou “insistência na verdade” para definir sua crença e abordagem da não violência com o objetivo de superar a ocupação britânica. “A persistência é a base da não violência”, diz Furlan.
Essa atitude, diz Furlan, influenciou e permeou a atuação de Mandela (que conheceu Gandhi, pessoalmente) e Luther King (viajou à Índia para estudar os seus métodos).
Citando David Ulrich, no livro “Sustentabilidade da Liderança”, Furlan explica o que significa a persistência para um líder: “é superar barreiras em curto e médio prazo, em prol do objetivo em longo prazo.”
Grandes mudanças podem levar a grandes dificuldades, diz Furlan, mas mantenha-se firme, indica o CEO da Enora Leaders. A trajetória de Steve Jobs também é um exemplo. “Ele não abriu mão de seus valores e ideias, foi demitido da sua própria empresa e quando voltou foi quando a Apple teve seu grande sucesso”, diz.
3. Integridade e humildade
Integridade era uma virtude que se repetia nos três líderes. Além disso, suas trajetórias materializaram os exemplos de humildade e fraternidade que quiseram transmitir às pessoas, diz Furlan.
Ele conta que Gandhi costumava lavar os pés dos doentes, atitude símbolo de sua humildade.Seus seguidores se identificaram com estes valores, o que explica, em parte, sua enorme capacidade de influência. 
“Um líder não cria barreiras entre ele e as pessoas”, diz Furlan. A lição-chave aqui, diz ele, é perceber que pessoas seguem o que parece ser “o certo” para elas, desde que exista humildade na forma de liderar.
Disponível em: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/3-licoes-para-apreender-com-gandhi-mandela-e-luther-king

sexta-feira, 22 de maio de 2015

04 SEGREDOS DO TRABALHO EM EQUIPE

Objeto de inúmeros estudos e foco da atenção de muitos interessados em modelos de gestão mais eficazes, o trabalho em equipe tem sido analisado de diversas formas, na tentativa de melhor compreendê-lo e potencializá-lo. Estratégias com objetivo de mobilizar corações e mentes no ambiente de trabalho têm sido constantemente desenvolvidas, algumas com êxito, outras nem tanto. O certo é que transformar um grupo de pessoas em equipe de trabalho/comunidade de aprendizagem tornou-se vital para as organizações.

Já não restam dúvidas quanto à superioridade das equipes de trabalho com foco no binômio qualidade e produtividade e a razão disso é o fato de que possuem características específicas que permitem unir as habilidades individuais em prol dos objetivos comuns, aproveitando a diversidade de talentos disponíveis, otimizando os recursos existentes e desafiando as precariedades individuais e/ou do sistema.

Nesse sentido, quatro traços principais são observados entre as equipes de excelência:

1- PROPÓSITO COMUM E SIGNIFICATIVO: entre os membros de uma equipe de excelência o como, o porquê e o para quem são universalizados.  Cada um tem em mente e no coração o propósito comungado pela equipe e vivencia isso no seu dia-dia, percebendo o valor da sua contribuição para a consecução do todo. O fruto do seu trabalho possui significado e é percebido como contribuição para algo maior que está sendo realizado através do envolvimento sinérgico entre todos.

2- METAS ESPECÍFICAS DE DESEMPENHO: Todos os integrantes da equipe precisam saber o que se espera deles em temos de quantidade, qualidade e tempo e, periodicamente, devem receber feedbacks sobre seu desempenho a fim de que possam compreender seus gaps e buscar superá-los e serem reconhecidos pelos resultados obtidos.  Na medida em que cada um dos integrantes da equipe compreende o valor, a importância e o significado do seu trabalho na consecução do todo, no atingimento das metas, sua motivação se amplia potencializando suas habilidades e possibilidades.

3- COMPROMISSO COM A FORMA COMO O TRABALHO DEVE SER FEITO: A maneira como o trabalho vai ser desenvolvido deve estar em consonância com a gestão estratégica da equipe. Nossos métodos devem ser permanentemente questionados a fim de que novos paradigmas sejam adotados quando as necessidades assim ensejarem.  Nenhum modelo ou prática podem ser considerados definitivos, pois um método que ontem era um sucesso, hoje representa muitas vezes, atraso e ineficiência.  Definidas as metas e objetivos, em consonância com a missão e os valores comungados pela equipe, é preciso firmar compromissos com cada um dos parceiros para que o trabalho se desenvolva conforme definido no modelo de gestão adotado.

4- RESPONSABILIDADE MÚTUA: Os membros da equipe de excelência se sentem responsáveis pelo seu próprio desempenho, assim como pelo compartilhamento do seu conhecimento e experiência com os demais, para que todos consigam atingir os objetivos individuais e realizar as metas coletivas. Os resultados são de todos, positivos ou negativos.  Todos são responsáveis pelo clima da unidade e precisam cuidar de si e dos demais para que o ambiente corporativo seja saudável e produtivo.
À partir da construção de relações saudáveis e assertivas no ambiente de trabalho, percebe-se claramente o desenvolvimento de habilidades, o aprimoramento dos métodos e os objetivos são alcançados sem prejuízo para a saúde física ou mental dos colaboradores, isto é, o índice de felicidade aumenta e impulsiona também a produtividade.

Eis os segredos do trabalho em equipe.  Demandam tempo e determinação por parte das lideranças, mas trazem consigo desenvolvimento e produtividade de excelência.

Então, o que você deseja ? Com o que você sonha?  Quer desenvolver e transformar sua equipe de trabalho?  Siga em frente.  Enfrente!

PENSE - IDEALIZE - TENTE - FAÇA - FAÇA DE NOVO E DE NOVO - CONTINUE FAZENDO E....
SABOREIE O SUCESSO!

Abcs e até a próxima!

domingo, 3 de maio de 2015

LÍDERES E TRANSFORMAÇÕES

por Eugenio Mussak
Atualmente, é difícil participar de uma conversa em uma empresa sem que apareça a palavra “mudança”. As grandes transformações percebidas na sociedade, provavelmente puxadas pela evolução da tecnologia, afetam nosso jeito de trabalhar e fazer negócios. É necessário evoluir, o que significa mudar para melhor, constantemente. A empresa – ou o profissional – que se acomoda acaba perdendo espaço para aqueles que estão em movimento.
Quando o tema é liderança, de modo crescente se relaciona esse atributo com a capacidade de promover mudanças. Há lógica nessa relação. Nos livros de História, por exemplo, encontramos uma forte conexão entre os fatos históricos, os movimentos de mudança e as figuras históricas que estiveram à frente desses movimentos. Descobrimentos, conquistas, vitórias, invenções, avanços. Esses são alguns exemplos de mudanças que ajudaram a escrever páginas na história da humanidade. E sempre queremos saber quem esteve à frente delas.
Cada vez mais um líder será reconhecido por sua capacidade de promover mudanças evolutivas, e menos pelo cargo que ocupa. Esses “promotores de mudanças” têm algumas características em comum. Abaixo, algumas delas:
- Inconformismo – significa não estar conforme, não concordar com uma situação estabelecida. Os inconformados são os que mais incomodam os outros, mas também são eles que provocam as melhores mudanças.
- Coragem – sem esse atributo, ninguém promove mudanças. As pessoas, por princípio, resistem a elas, que ameaçam a situação atual, que – mesmo que não seja a ideal – é a conhecida.
- Persistência – sem persistir, não adianta nem ser corajoso, pois as mudanças dificilmente são estabelecidas rapidamente. Demandam tempo. É necessário o tempo do entendimento, da assimilação, da aceitação e da ação.
- Criatividade – sair do ponto A é uma coisa, chegar ao ponto B é outra coisa. O A eu já sei qual é, o B precisa ser criado. Sem o poder criativo ninguém vai prestar atenção ao seu inconformismo.
- Relevância – a ideia nova tem de ser relevante, ou seja, tem de ser necessária, boa, útil, ética, se não, não tem coragem nem persistência que deem jeito. Ninguém quer sair de uma situação e ir para outra pior.
- Método – para ir do ponto A ao ponto B é necessária uma estratégia, que é o nome que se dá ao método que será utilizado para cobrir essa distância. 
A mudança pode ser difícil, lenta, traumática, incompreendida, e até equivocada. Mas é necessária. Assim como são necessárias as pessoas que assumem o risco de propor, e também aquelas que são as primeiras a entender, aceitar e iniciar o movimento, esses first followers são os que puxam os demais, tendo, em si mesmos, comportamento de liderança. 
Sem pessoas com essas qualidades, provavelmente não teríamos saído do mundo medieval. Aliás, nem teríamos inventado a roda, e ainda estaríamos comendo raízes e carne crua.

Publicado na Revista Melhor Gestão de Pessoas nº 324, 01/11/2014 e disponível em http://eugeniomussak.com.br/lideres-e-transformacoes/

domingo, 19 de abril de 2015

COMPARTILHAR PARA DESENVOLVER

Observando o mundo corporativo aturdido por processos de mudança tão intensos quanto constantes, concluímos que vivemos a era do conhecimento onde o capital intelectual é considerado o maior ativo das organizações e precisa ser valorizado e reconhecido.

Conforme nos ensina o ilustre filósofo Mario Sérgio Cortella, "não nascemos prontos".  O ser humano vai se formando à partir de interações nos meios em que se insere, permitindo que comunidades de aprendizagem possam surgir, baseadas na desconcentração do conhecimento.  

Há duas coisas que só desfrutamos quando repartimos: afeto e conhecimento e a educação corporativa realmente ocorre quando fortalece o grupo e o indivíduo.  Nesse sentido, todas as vezes em que há partilha, o coletivo ganha força.

Para ampliar nossos conhecimentos e nossas competências é preciso ter flexibilidade, isto é, ser capaz de alterar o modo de fazer e de pensar diante das situações.  Buscar novos paradigmas e desconfiar dos antigos modelos.

Não é mudar o tempo todo, nem mudar tudo sempre, mas sim ser capaz de mudar quando necessário, a fim de fazer frente a novos desafios que se impõem.

"Tolice é fazer as coisas sempre do mesmo jeito e esperar resultados diferentes."
(Albert Einstein)

Cada um deve carregar dentro de si a percepção, a ideia e a prática da mudança, e para mudar é preciso desenvolver flexibilidade.  Rigidez no pensamento e na ação podem inviabilizar a percepção da necessidade, das possibilidades e alternativas de mudança, fato que poderá importar na incapacidade de realização das metas almejadas.  

Assim,  considerando que a educação corporativa visa a qualificação de pessoas e organizações e que se consubstancia em um processo continuado, através do qual pessoas e processos serão impactados e enriquecidos, deve focar no desenvolvimento da capacidade de compartilhar, mecanismo que potencializa o capital intelectual das instituições, em um círculo virtuoso de troca de conhecimento e experiência.

O conhecimento só atinge seus objetivos quando serve aos demais integrantes das equipes e não se aprisiona em ilhas de excelência, contribuindo para o desenvolvimento das pessoas e para o aprimoramento de toda a organização.

Quer desenvolver sua equipe? Comunique uma visão.  Compartilhe idéias, métodos e possibilidades. Abra espaço para a participação de todos e valorize cada um.  Estimule o compartilhamento como única forma de fortalecimento coletivo e de motivação.

Abraços e até a próxima postagem. 

quarta-feira, 25 de março de 2015

PARA QUE SERVE A ÉTICA?

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Getty Images
 
Eugênio Mussak, da VOCÊ S/A
 
Depois de um ano em que os desvios éticos ocuparam páginas de destaque no noticiário, vale lembrar esse assunto, pois não construímos uma sociedade, nem uma empresa, nem uma carreira sustentável sem respeitar a ética. Vamos, então, começar do início.
 
A palavra ética deriva do grego ethos, que significa tanto “costume” ou “hábito” quanto “caráter”, mas também tem o sentido de “habitação”. Portanto, poderíamos dizer que ética pode significar o conjunto de hábitos que permitem o convívio entre as pessoas. É o caráter que permite que as pessoas “habitem” a habitação — ou o ambiente, como dizemos hoje.
 
Com base na etimologia, os gregos diziam coisas variadas sobre a ética, desde “lugar seguro onde convivemos com nossos iguais” até “código de conduta que dá harmonia aos relacionamentos” ou “estado da alma que nos aproxima dos deuses” (boa, essa). Os romanos, mais pragmáticos, definiram ética como “código de conduta que facilita o relacionamento humano e permite a criação de um ambiente dotado de equilíbrio, justiça, progresso e harmonia”, e dessa forma criaram os princípios do direito, até hoje estudados nas faculdades.
 
Era assim que eles queriam criar uma cultura que fosse a base de uma civilização inteira­. Roma entrou em decadência quando a ética ­passou para a categoria das coisas menos importantes.
 
O cristianismo foi importante nessa matéria e acertou em cheio quando adotou o lema “Faze aos outros o que desejas que façam a ti”. Estava, na verdade, falando de ética, e talvez essa seja uma das definições mais pragmáticas, pois vai direto ao ponto, relacionando o interesse de cada um ao interesse coletivo.
 
Em resumo, a ética, que é estabelecida com base em instruções e exemplos, tem três fontes bem definidas: a religião, as leis e a moral. A religião e as leis impõem uma conduta ética, pois estabelecem os limites das ações e definem os castigos para a desobediência. Já a moral considera a ética uma virtude em si.
 
Nesse caso, nos referimos à ética como uma espécie de “filosofia moral”. Seja qual for a principal fonte, ter um comportamento ético faz bem ao convívio, aos negócios e à consciência. É algo a se prestar atenção, pois afeta a todos e influencia nosso futuro.
 

quinta-feira, 19 de março de 2015

O DIFERENCIAL DOS OTIMISTAS

 

Os otimistas enfrentam melhor os momentos de adversidade


Escrito por: Karin Parodi

Estamos vivendo um momento que para quem tem mais de 40 anos não deixa de ser um déjà vu. Um ano que chegou trazendo muitas incertezas e mudanças, além de surpresas que têm nos atingido no dia a dia, impactando nossa vida pessoal e, em especial, nossa carreira. Não é nada confortável vivenciar o nevoeiro. Ele que nos deixa com a sensação de não termos controle. Esse cenário, por tempo prolongado, produz uma série de sentimentos negativos que, ao nos acompanhar para a vida corporativa, acaba por drenar as nossas energias e a capacidade de entregarmos o que temos de melhor em termos de resultados. Não me refiro ao cansaço por trabalhar acima da média, mas sim ao desgaste emocional, à inevitável frustração, sensações que vão abrindo caminho para o estresse e para a baixa autoestima.
 
Em momentos de crise e de incertezas é natural aflorar o senso de preservação, ou seja, investimos muita energia para que seja garantida a nossa continuidade. Os fantasmas – reais ou imagináveis – tomam conta do ambiente de trabalho. Se a situação se agravar, a empresa pode precisar reduzir custos. E aí, quem fica e quem vai embora? Trabalhar com essa sombra deslizando pelos corredores acaba com o espírito de equipe, o tão falado e fundamental engajamento fica comprometido. A má notícia é que, nesse estado, qualquer profissional tem seu equilíbrio emocional afetado. É comum, nessa fase, a perda da criatividade, a queda da produtividade e o surgimento de um quadro de estresse. Mais lenta e avessa ao risco, dificilmente uma pessoa toma as decisões mais acertadas.
 
Sei que é difícil enfrentar esse cenário. Dependendo do grau de estresse, o bom senso oscila. Mas minha sugestão é que o profissional enfrente a situação com atitude positiva, fazendo tudo de melhor que esteja ao seu alcance. A grande questão é focar naquilo que é possível fazer, influenciar os outros a se manterem produtivos e ativos, colaborar para conservar a integridade e o alinhamento de todos com os valores da organização.
 
Todo cuidado é pouco quando o assunto é o poder de influenciar. Esse processo leva às emoções positivas, cria um ambiente mais otimista, onde cada um pode ser e dar o que tem de melhor. Pessoas que são otimistas, sem deixarem de ser realistas, têm um grande diferencial competitivo que sempre contará a favor das suas respectivas carreiras. É uma característica que extrapola o ser ou não otimista. Pessoas com mais equilíbrio emocional são capazes de manter o grupo mais motivado. Se o momento já é complicado e cada um precisa administrar suas renúncias e adversidades, imagina enfrentar essa situação com alguém de mau humor, de temperamento explosivo e negativista? Muito complicado.
 
O fato é que, no decorrer da vida, todos nós vamos nos moldando por meio das nossas experiências. São esses momentos pessoais que nos habilitam a sermos maduros para enfrentar as adversidades. Podemos ser desesperados e chatos, ou podemos seguir com nossa vida com mais confiança e otimismo. Ao mesmo tempo, o equilíbrio íntimo, combinado a outros comportamentos e talentos, vai permitir que cada um administre o dia a dia na vida profissional com mais desenvoltura e encontre meios de sofrer o menos possível, neutralizando ao máximo as situações negativas.
 
David Mezzapelle, autor do livro Contagious Optimism, e Jason Wachob, co-fundador e CEO do site MindBodyGreen.com, destacam algumas características das pessoas otimistas. Confira algumas delas seguir:
 
Gratidão até pelas pequenas coisas da vida e resiliência para enfrentar desafios são características marcantes. Doar tempo e energia, estar disponível para alguém que precisa, ter interesse genuíno pelo outro, exercitar a escuta ativa e reforçar a esperança. Cercar-se de pessoas com perfil parecido e que geram e absorvem energia positiva faz muita diferença. Ter perseverança e acreditar nos seus objetivos e capacidade de atingi-los, não se deixando afetar pelo pessimismo e realidade do outro.
 
Uma pessoa otimista tem maior disposição para perdoar, pois não se prende tanto ao passado, prefere esquecer o agressor. E, por fim, o otimista tem o sorriso que contagia o ambiente e diminui o estresse. A maioria das pessoas funciona melhor em lugares que tenham uma equipe assim, especialmente quando há uma dose de realismo presente. O ambiente otimista cria um clima de maior confiança entre seus membros e ajuda a estimular a criação de planos e ideias.
 
Destaco, ainda, a importância do pensamento positivo na evolução da carreira. Pois sempre iremos nos deparar com situações e cenários como o atual e, é certo que os otimistas terão mais energia, serão capazes de se renovarem, motivarem em meio ao caos e buscarem soluções e oportunidades, diferentemente dos pessimistas ou conformados. Cabe a você escolher de que lado quer estar.